domingo, 8 de novembro de 2009

Mas enquanto houver samba...


Minha gente boa,

Finalzinho de ano cascudo prás bandas de cá. Mas também, quem é que disse que ia ser mole? Pois, é...

Aos trancos, a gente vai seguindo e bebendo porque sem a cachaça ninguém segura esse rojão. Como nem só de cana vive o homem, eis que existe o samba, que, alimenta também. Além de ser, depois da ressaca, uma das poucas que coisas que a gente continua sentindo depois que o sol se apresenta.

Dia 14/11 às 16h00, tem roda no bar do Alemão. É dia de muito samba da pesada e boas doses no balcão. Dia de confraternizar a vida com os companheiros. Dia de guardar a tristeza no armário. E, já é sabido por todos que o bar fica na Rua Jarinú, 591 - Tatuapé - São Paulo. Próximo à Pça Sílvio Romero.


P.S: Bocão e Pereira no balcão, num dia desses de sol escalpelante:
Pereira: - Bocão, vâmo de maracujá!... Alemão, vê dois maracujás aqui, faz favor!
Bocão: - É... dois pra mim também!

O final, bem... deixa quieto.

Abração!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Marighella



Quarenta anos atrás, apagou-se uma estrela na terra, cuja luz guiava legiões nos tempos escuros da ditadura. Vida ceifada pela covardia dos que venceram as batalhas naqueles dias.

Marighella viveu e morreu lutando por tempos mais justos, por vida mais justa, por dias mais bonitos. E entre todos os que ousaram sem receio, abrir os caminhos de peito aberto, pronto pro chumbo, ele foi um dos expoentes máximos.

Salve Marighella, o ex-crítico de futebol em Copacabana e fã de cantadores de feira! Hoje, o nosso brinde da batida de limão, é todo seu, querido revolucionário!

Liberdade

"Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda a parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome."



*Soneto escrito por Marighella, no Presídio Especial de São Paulo em 1939.

*"Não tive tempo para ter medo" é a frase contida no túmulo de Marighella, na Bahia, idealizado pelo arquiteto Oscar Niemayer.

*Em Pinar del Rio, em Cuba, o governo cubano nomeou de Carlos Marighella, uma escola voltada ao trabalho e desenvolvimento agrícola, inaugurada quatro anos após o seu assassinado em 1969.


Legião dos Esquecidos ( Gonzaguinha )



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