quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Roda dia 31/10 - CANCELADA

Pessoal,

a roda do dia 31/10 foi cancelada . Os que quiserem ir ao bar, rola aquela feijuca do Alemão e o maracujá!

Valeu!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Roda dia 31/10


Minha gente, dia 31 de outubro terá uma roda lá no Patriota, o bar do Alemão às 16h00, pra fechar o mês com chave de ouro. E como todos sabem, o bar fica na Rua Jarinú, 591 - Tatuapé - SP. Próximo à Praça Silvio Romero. Bora?

Abração!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Na Roda do Samba


"Na Roda do Samba" do autor Francisco Guimarães, o Vagalume, foi publicado em 1933 e merece atenção. Como todo livro que propõe-se a contar a história do samba, esse também tem, naturalmente, aquilo que podemos chamar de equívocos ou informações imprecisas, sobretudo esse, lançado quando o samba ainda engatinhava. Porém, a proximidade do autor com o meio, traz depoimentos valiosos, histórias interessantes e revela uma visão bastante à frete do tempo, como o trecho que diz:

"ONDE MORRE O SAMBA ?

No esquecimento, no abandono a que é condenado pelos sambistas que se presam, quando elle
passa da bocca da gente da roda, para o disco da victrola. Quando elle passa a ser artigo industrial – para satisfazer a ganancia dos editores e dos autores de producções dos outros...
O Chico Viola, por exemplo, é autor de uma infinidade de sambas e outras producções que
agradaram, sahidas do bestunto alheio... O que fôr bom e destinado a successo, não será
gravado na Casa Edison, sem o beneplacito do consagrado autor dos trabalhos de homens modestos, que acossados pela necessidade são obrigados a torrá-los a 20$000 e 30$000, para que o Chico appareça, fazendo crescer a sua fama e desfructando fabulosos lucros ! Que o digam : o Prazeres, laureado autor da Mulher de Malandro e o grande poeta e muzicista Indio das Neves – o maior vulto da modinha actual ! Eis porque o samba MORRE na roda, quando passa para o disco da victrola.
MORRE, porque os seus divulgadores não fomentam as ambições incontidas e revoltantes dos industriais exploradores !"

Discutível, né? Mas interessante. Engraçado é que ali, o autor já sentia falta do que hoje praticamente não existe, que é o samba no caráter informal, sem que seja no teatro, no palco, no cd, na tv. O samba no quintal, na calçada. Diz ele o contrário do que supõe o senso comum, que acha que um samba é eternizado quando registrado em disco. Outra questão interessante, é a exploração de que os compositores do morro eram vítimas. Ele trata disso de uma forma aberta e franca, citando nomes, de uma forma pouco comum até mesmo para os dias de hoje, nesses tempos de "tapinha das costas" e do 'politicamente correto'. Só esse trecho, nos cede infinitos temas para boas conversas na mesa de um butiquim(os de verdade!! os de verdade!!). Dá pra ter uma noção de que a leitura desse livro é necessária pra poder entender uma visão completamente inusitada para a época.

Aos que não puderem encontrá-lo, por tratar-se de um raro exemplar, leiam e baixem aqui. Ele foi disponibilizado na íntegra pelo Instituto Moreira Salles (Deus salve o IMS!!!).

Boa leitura!

Abração!